Conexão é o princípio que está por trás da nossa atuação. Quando nós resolvemos trabalhar conectados ao movimento socioambiental tomamos a primeira decisão: repensamos o foco, onde deveríamos colocar as nossas experiências, pelo que abdicaríamos nossas horas de lazer, onde iríamos obter os recursos financeiros para as nossas vidas.

Algumas decisões podem definir os rumos da nossa sociedade e sabemos que, no princípio, grandes mudanças foram apenas pequenos desvios no caminho seguido. Então, de que maneira podemos acertar alguns rumos? Sabemos que as pessoas vão continuar consumindo. Que as indústrias vão continuar produzindo. Que as empresas vão continuar vendendo. Que os governos vão continuar buscando o desenvolvimento dos países. Que as pessoas vão continuar relacionando-se. Tudo isso vai continuar a ser feito, mas pode ser feito de outra forma, de um jeito pelo qual aquela definição contida no Relatório Nosso Futuro Comum tenha validade. A única forma é ver que as conexões existem e a compreensão da interdependência é complexa. Se as coisas a nossa volta estão todas interligadas, as soluções não podem ser lineares.

São várias as dimensões da sociedade e elas se sobrepõem: social (comunidade e meio onde estamos inseridos), humana (indivíduo), econômica (desenvolvimento e relações), cultural (necessidades e peculiaridades do local, região, nação), ecológica (sistemas naturais, biodiversidade, ecossistema), política (governança), espacial (território, atividades econômicas, rural x urbano) e pedagógica (comunidade de aprendizagem e diálogo).